Os Drávidas

 

Há mais de 5000 anos atrás, no noroeste da Índia, no vale do Indo viveu um povo, de tez morena, não guerreiro detentor de um conhecimento de fazer inveja. Naquela época já inventara carros de brinquedo com rodas, bonecas com olhos que se moviam. Sua arquitetura era algo magnifico. As ruas eram planejadas, formando quarteirões em ângulo reto e eram bastante largas. Nas casas já havia banheiros com água corrente e os esgotos eram cobertos. Lembrando que estamos falando de um povo que viveu há mais de 5000 anos. E pasmem não era só isso, até mesmo piscina eles construíram! Realmente é difícil de imaginar que um povo que viveu na Idade Antiga, no período Pré-Clássico possuísse tanta habilidade e conhecimento. Mas assim era a vida dos Drávidas antes da invasão ariana e destruição de sua cultura.

 

Foi com esse povo que surgiu a mais antiga filosofia prática de vida, conhecida com o nome de Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkya Yôga. O mais integral e completo de todos. Sua linhagem era o Sámkhya, uma filosofia especulativa que atribuía fenômenos naturais a todas as causas. E este povo se comportava de acordo com o Tantra, uma filosofia comportamental desrepressora, matriarcal e sensorial.

 

CriadorConta a história que Shiva era um virtuoso bailarino. Em outra oportunidade falarei dos diversos aspectos de Shiva. A maior parte dos ensinamentos como já foi dito era ensinado de boca a ouvido, mas podemos encontrar muita coisa nos Upanishads, escrituras do período proto-histórico, cujo a fonte veio do Shruti, termo sânscrito que significa aquilo que é ouvido.

 

No século III, um outro grande Mestre da Idade Antiga, porém do perído Clássico, escreveu a célebre obra Yôga Sútra, e foi graças ao seu autor Pátañjalí que após a invasão dos bárbaros, os arianos o Yôga apesar de deturpado não se perdeu.

 

Os drávidas cultivavam um comportamento saudável, sem malícias, sem medo da felicidade. Como já dissemos anteriormente, eram tântricos, e a mulher era vista como uma deusa, pois somente ela era capaz de gerar outro ser. . É adorada como a expressão máxima, a expressão mais sofisticada da natureza. É a razão das esculturas femininas aparecem em quantidade muito superior às esculturas masculinas. 



 

 

 

 

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