Religiosidade, Espiritualidade e Sámkhya..

Religiosidade vem do latim “religare”, que quer dizer religar o céu e a terra, religar o que deixou de ser ligado. Religiosidade é adotar um livro, escrito por homens, traduzido, virado e remexido, guiando a vida pelas regras do livro. É recitar as orações que alguém um dia, num determinado momento e pertencente a uma cultura totalmente diferente da sua criou.

Religiosidade é ir a um templo, numa determinada hora, determinada por alguém, e ali e só ali, achar que vai encontrar com Deus. É acreditar e seguir indivíduos que se nomearam representantes mais exclusivos de Deus. Ouvir e obedecer as suas palavras quando dizem que falam em nome Dele. Muitas vezes matar em morrer em nome, não de Deu, mas dos que se dizem seus representantes aqui na terra.

Talvez religiosidade seja buscar apoio e refúgio para enganar o medo e a solidão ontológica, nas instituições que vendem esse falso abrigo. E o que é pior, cobram caro por isso. ( o termo caro, não necessariamente se refere a dinheiro, mas a submissões e exclusões, a fingir que deixamos de gostar de coisas que gostávamos anteriormente)

De repente espiritualidade seja falar com Deus, na sua própria língua, com os erros de linguagem, sem vírgulas, chorando ou rindo, falando com a boca, quando ela é o porta voz do coração. É ir em busca de Deus, a qualquer hora, e encontrá-lo em qualquer lugar,

Espiritualidade pode ser quando fazemos ligação direta, questionamos hierarquias e pompas, observando melhor alguns desses insensatos que alegam saber melhor, o que Ele quer ou deseja para nós e para o mundo. É não tentar convencer ninguém de suas crenças e da sua maneira de crer no divino, e principalmente entender que Deus não precisa de garotos propagandas, porque isso não tem dado muito certo ao longo da história da Humanidade.

Já a filosfia naturalista, Sámkhya, que significa literalmente número, é fundamentada nas leis da natureza. Essa filosofia pode ser sintetizada como uma tentativa do homem em compreender a sua existência, explicando-a segundo leis naturais; e na dissociação entre algo que é mutável e aquilo que permanece imutável em todos os seres e por trás de todos os processos da Natureza.

Segundo o Mahábhárata, há três variantes de Sámkhya. A primeira, mais antiga, tem vinte e quatro princípios; a outra,vinte e cinco; e a terceira, vinte e seis. Essa última categoria inclui Púrusha(homem) e Íshwara (natureza); a variante anterior exclui Íshwara, e a mais antiga nem menciona esses dois princípios. As categorias de 24 ou de 25 princípios são denominadas de Nírishwarasámkhya, enquanto a mais moderna,de 26 princípios, é designada por Sêshwarasámkhya.

Para saber sobre os princípios do Sámkhya indico o blog do instrutor Marco Carvalho: http://swasthya.marcocarvalho.com/tattwas-do-samkhya/

Fontes consultadas: http://www.casadoyoga.com.br/yoga_samkhya.html , http://obuscador.org/2009/07/04/religiosidade-x-espiritualidade/

http://swasthya.marcocarvalho.com/tattwas-do-samkhya/

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